
A comunicação interatrial é uma cardiopatia congênita caracterizada por uma abertura entre os átrios, que permite a passagem do sangue do átrio esquerdo para o átrio direito. Pode ser causada por defeitos no Ostium secundum (forame oval), no seio venoso, no Ostium primum, seio coronário ou por átrio único (quando não há nenhuma septação interatrial).
O fluxo sanguíneo do AE para o AD resulta em um aumento da saturação de oxigênio em AD, VD e tronco pulmonar. O fluxo pulmonar aumentado leva a um aumento da resistência arteriolar pulmonar e insuficuiência cardíaca direita.
Pode ser diagnosticada por ECG e seu tratamento é apenas cirúrgico.
A comunicação interatrial tipo ostium secundum corresponde a cerca de 10-12% de todas as cardiopatias congênitas , sendo uma das lesões mais freqüentes na prática
clínica. Por ser uma cardiopatia com hiperfluxo pulmonar, resultante de uma sobrecarga de volume de câmaras direitas, e não de pressão, raramente leva a sintomas significativos na faixa etária pediátrica . O diagnóstico geralmente é sugerido pela presença de sopro cardíaco ejetivo em foco pulmonar e 2ª bulha com desdobramento constante e fixo em criança com crescimento pôndero-estatural normal. Classicamente, na radiografia de tórax são encontrados área cardíaca discretamente aumentada, hiperfluxo pulmonar e abaulamento do tronco pulmonar. O eletrocardiograma geralmente mostra sobrecarga de ventrículo direito.
Postado por: Nara Juliana (biomedicina 348.6)